1.12.09


VIII ENCONTRO - CORPO DE CRIANÇA

Propostas para uma educação integrativa e sensível.
Paulo Machado


LOCAL E DATA - CASA REDONDA, 05 E 06 DE FEVEREIRO DE 2010.
Rua Terra Roxa, 276 Carapicuíba Tel.: 4186-1252

Vir com roupas folgadas e confortáveis; trazer coisas para comer e beber.
Confirmar inscrições nos telefones 3673-9200 (Dr. Paulo) ou 4186-0530 (Cris).
Valor: R$180,00 ou 3 x R$60,00 (na data do curso: R$180,00 ou 2 x R$90,00; professores da rede pública: R$120,00).
PROGRAMAÇÃO
DIA 05, SEXTA FEIRA
PRIMEIRA PARTE : O DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E A CRIANÇA
08:30 às 10:30 – DO HOMO FABER AO HOMO LUDUS
- o desenvolvimento da técnica;
- o corpo: verticalidade e bipedismo;
- plasticidade neuronal e Internet.
10:30 às 11:00 – INTERVALO
11:00 às 12:00 – AUTO-PERCEPÇÃO E RELAXAMENTO
12:00 às 13:00 – ALMOÇO
SEGUNDA PARTE – RITMO, CRIATIVIDADE E DESEJO
13:00 às 14:00 – BRINCADEIRAS (Lucilene Silva)
14:00 às 15:30 – A EXPERIÊNCIA DO TEMPO
- ritmo e corporalidade;
- o ritmo alterado: a criança hiperativa;
- múltiplos estímulos, efeitos difusos;
- pais, filhos e educadores: por uma linguagem comum.
15:30 às 16:00 – INTERVALO
16:00 às 17:00 – EU QUERO, EU POSSO, EU VOU (Maria Amélia Pereira - Peo)
DIA 06, SÁBADO
TERCEIRA PARTE – UM LUGAR NO PLANETA
08:30 às 10:30 – O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA EDUCAÇÃO INFANTIL E NA PSICOLOGIA
- vídeo-conferência (Rosa Maria Farah)
10:30 às 11:00 – INTERVALO
11:00 às 12:00 – BUSCANDO O SENTIDO: PASSAGEM DA ADOLESCÊNCIA (Terê)
12:00 às 13:00 – SOB EFEITO DA KRIPTONITA: A “SUPER-CRIANÇA” (CristianeVelasco)
13:00 às 13:30 – INTERVALO
13:30 ÀS 15:00 – A CRIANÇA PLANETÁRIA

- convivendo com a tecnologia: novas modalidades de relacionamento;
- a adequação corporal;
- virtualidade e efemeridade: a construção de estórias.

25.11.09

Estamos chegando ao final do ano, tempo de fechar ciclos e abrir novos, renovar as forças, amplificar a sensibilidade para enxergar o bom e o belo no mundo.

16.11.09

O Trabalho de Marcelo Petrália está no link ao lado em OUVIR ATIVO.


12.11.09

Oficinas de Torno e Modelagem em Argila, Aquarela e Matisse.
Vale a pena conferir!

10.11.09

Sem mandamentos
Oswaldo Montenegro


Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação

http://www.youtube.com/watch?v=Hf0epARAFJ8&feature=player_embedded

29.10.09

“Gentileza é o remédio de todos os males da humanidade”
"Apagaram tudo
Pintaram tudo de cinza
A palavra no muro
Ficou coberta de tinta
Nós que passamos apressados
Pelas ruas da cidade
Merecemos ler as letras
E as palavras de Gentileza
Por isso eu pergunto
A vocês no mundo
Se é mais inteligente
O livrou ou a sabedoria
O mundo é uma escola
A vida é o circo
Amor palavra que liberta
Já dizia o profeta"
(Marisa Monte)
"A dimensão assumida pelo Profeta e a recorrência à sua figura no imaginário cultural brasileiro nos levam a constatação de um Tempo de Gentileza, expressão distintiva de uma modalidade ética de vida, em meio a tantas tensões e contradições de nossa época."

28.10.09

Borboletas, 2007 - Parque Nacional do Juruena, MT - Processo cromógeno - 46,5 x 70,5 cm (48,8 x 72,8 cm) – autor: Zig Koch.

Garimpando



Especialistas afirmam que a arte tem um papel essencial na infância. "É um dos recursos que temos para pensar e agir sobre a realidade. É do ser humano fazer arte. É importantíssimo que a criança tenha esse contato desde cedo", diz Maria Christina Rizzi, coordenadora do ateliê de arte para crianças do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicação e Artes da USP (Universidade de São Paulo).Entre os benefícios listados por educadores, estão o desenvolvimento dos sensos crítico e estético, da criatividade, da curiosidade e da auto-estima.E, segundo um estudo recente, os ganhos ultrapassam os domínios do meio artístico, ajudando em outros campos. Realizado pela Dana Foundation, instituição filantrópica americana dedicada a pesquisas sobre o cérebro, o projeto, chamado "Learning, Arts and the Brain" (aprendizado, arte e o cérebro), reuniu neurocientistas de universidades como Harvard e Stanford com o objetivo de descobrir por que o trabalho com arte tem sido associado a um melhor desempenho acadêmico.Segundo os resultados preliminares, crianças motivadas para as artes desenvolvem habilidades de atenção e estratégias de memorização que ajudam em outras áreas. O estudo mostrou que há ligações entre a prática de música e habilidades relacionadas às memórias de curto e de longo prazo, à representação geométrica e ao domínio da leitura. Sugeriu, ainda, que atuar em teatro melhora a memória e que a dança torna os alunos mais observadores."A arte é importantíssima para o desenvolvimento infantil, inclusive no aspecto cognitivo. A criança aprende melhor outras matérias: matemática, inglês, português, ciência", confirma a pós-doutora em arte-educação Ana Mae Barbosa, professora do mestrado em design da Universidade Anhembi Morumbi e única latino-americana que já presidiu a InSEA (sociedade internacional para a educação por meio da arte, na sigla em inglês). Ela diz, porém, que é preciso tomar cuidado com a forma de trabalhar a arte. Não se trata, por exemplo, de mandar a criança preencher formas prontas. "Não adianta dar a ela um desenho do coelhinho para colorir. É preciso promover a inventividade, a descoberta, dar papéis grandes para que os limites sejam amplos. "E, nessas horas, o importante é deixar a criança livre para criar. "Ficar falando que ela deve fazer de um jeito ou do outro não tem sentido. O universo da arte é o da metáfora. Não tem certo e errado", diz Rizzi. Mas não basta a criança pôr a mão na massa. É recomendável ir além da prática e falar sobre arte com ela. "O fazer deve ser associado à apreciação. Ainda mais com o atual bombardeio de imagens promovido pela internet, é preciso treinar o senso crítico para a leitura de imagens", diz Rejane Galvão Coutinho, professora do Instituto de Artes da Unesp (Universidade Estadual Paulista). Isso inclui, por exemplo, levar a criança a exposições e peças, mostrar obras feitas com um tipo de material e conversar sobre o sentido que ela dá ao que vê. Lucília Franzini, coordenadora da escola infantil de artes Grão do Centro da Terra, conta que convida artistas para que compartilhem sua experiência com os alunos. "É importante partir de obras que já existem para que a criança amplie seu universo perceptivo e, a partir daí, crie do seu jeito. "Na escola, as aulas de artes visuais, música e teatro são integradas. "É muito rico. Há uma tendência a separar as linguagens, mas nossa vida não é fragmentada e a criança não pensa assim", diz Franzini. Já no Atelier Arte Expressão da Escola Viva, as oficinas são separadas. A coordenadora, Leila Bohn, diz que está atenta à integração, mas "sem forçar a barra". "Deixamos as conexões acontecerem naturalmente. Por exemplo, uma turma de música compõe algo para outra de circo. Junções nesse sentido são bem-vindas, sem que precisem ocorrer a qualquer custo. "Para Coutinho, trabalhar de forma integrada é produtivo principalmente para crianças de seis, sete anos. "Depois, é natural que elas queiram se aprofundar em uma técnica. "Segundo Ana Mae Barbosa, o importante é que todas as áreas tenham o mesmo paradigma. "Não podemos ensinar música por um método em que cada criança fica sozinha no violino e pintura por outro totalmente integrativo, incoerente. "Música Entre os estudos que listam os benefícios da educação artística, os que focam na música estão entre os mais numerosos. Às evidências relacionadas ao aproveitamento escolar, o compositor Hermelino Neder, educador musical na St. Nicholas School e no Colégio Vera Cruz, acrescenta outras conquistas que vê no dia-a-dia. Segundo ele, por se tratar de uma atividade ritualística e ancorada no compasso, a música exige coordenação motora e desenvolve a capacidade de trabalhar em grupo. "Em uma classe que canta ou brinca de roda coletivamente, cria-se uma atmosfera de trabalho muito boa", afirma. Ele diz ainda que a música ajuda os alunos menores a desenvolver a fala e a ampliar o vocabulário. "Ao cantarem e ouvirem várias vezes as mesmas palavras, eles se familiarizam com o padrão da língua, seja a sua, seja uma estrangeira. "Segundo Neder, enquanto na infância funciona bem trabalhar com atividades como canto e percussão corporal, adolescentes preferem se aprofundar em um instrumento. Ana Mae Barbosa considera uma pena que muita gente interrompa o trabalho com arte na adolescência, em parte porque muitas escolas focam só no vestibular e vêem a atividade como supérflua. "O adolescente vive uma fase muito rica, de crise, de transformação. A arte pode ajudar a dar sentido ao que ele pensa e sente. "Para Christina de Luca, coordenadora pedagógica da escola Lugar de Arte, mesmo colégios para crianças menores acabam deixando a arte em segundo plano. "Mas acredito plenamente que vale a pena. Por meio da arte, a criança aprende a trabalhar melhor em sociedade, a ser curiosa, ganha auto-estima. Não é perda de tempo.

"As idades da arte-As crianças passam por diferentes fases em relação ao desenvolvimento gráfico. Com as ressalvas de que nem todas elas vão de uma etapa para a outra na mesma época e de que fatores socioculturais também influenciam, conheça algumas características de cada fase. Dos 2 aos 4 anos :A criança faz rabiscos desordenados, traços feitos ao acaso que se tornam, aos poucos, mais organizados. Sente muito prazer na atividade, ainda mais se tiver por perto um adulto interessado nos rabiscosDos 4 aos 7 anos- Começam as primeiras tentativas de representação. A criança aprende a desenhar esquemas de objetos aprendidos em sua cultura, dispostos desordenadamente no papel. Em geral, gosta de mostrar sua obra aos adultos e precisa de incentivoDos 7 aos 9 anos- A criança domina signos culturalmente compartilhados, como homem, casa, sol e árvore, e compõe cenas. É nessa fase que surge uma característica dos desenhos infantis: os objetos retratados são dispostos numa linha reta, na margem inferior do papelDos 9 aos 12 anosOs desenhos passam a ser muito mais detalhados e menores. A criança se torna mais autocrítica em relação à sua produção, buscando representar a realidade. Entre os 11 e os 12 anos, passa a se preocupar com noções de proporção e profundidade


Fontes: "Desenvolvimento da Capacidade Criadora", de V. Lowenfeld e W. L. Brittain (ed. Mestre Jou); REJANE GALVÃO COUTINHO, professora do Instituto de Artes da Unesp Colaborou JULLIANE SILVEIRA, da reportagem local.Reportagem publicada no suplemento "Equilíbrio", da Folha de S.Paulo, em 7 de agosto de